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Desigualdade é mais grave na cobrança da chamada tarifa social

Brasília – O problema da desigualdade é mais grave nas tarifas que são cobradas das famílias de nível de renda mais baixa, a chamada tarifa social, segundo concluiu estudo realizado pelo Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel/UFRJ).

Em cada área de concessão há um subsídio para as famílias pobres, no entanto, quando se comparam as tarifas sociais entre os estados brasileiros, aparecem as diferenças. A população de baixa renda do Piauí, por exemplo, uma das regiões mais pobres do Brasil, paga por quilowatt hora (KWh) um valor inferior ao pago por uma família de classe média de Brasília (DF) ou do bairro dos Jardins, na capital paulista.

O estudo revela que a renda per capita (por habitante) no Piauí é de R$ 4.210 por ano, em média, enquanto, em Brasília esse valor é de R$ 37.600. A tarifa de energia real paga no Piauí por KWh é de R$ 0,23. A classe carente de Brasília paga R$ 0,14 por KWh. “É um contrassenso, um paradoxo para um país como o nosso”, disse Castro.

O coordenador do Gesel afirmou que o problema da diferença tarifária no consumo industrial e comercial terá também de ser atacado mais à frente. Nesse momento, entretanto, por se tratar de um problema social mais grave, enfatizou que é preciso diminuir a diferença de tarifa na classe de baixa renda, com prioridade.

“Porque são essas famílias pobres que estão sendo muito prejudicadas. Se, por um lado, elas ganham um benefício social, que é o Bolsa Família, por outro lado, na hora de pagar a conta de luz, é como se estivessem tirando esse benefício, porque a tarifa ali é muito alta em relação ao custo de vida delas”.

A diferença de tarifas de energia elétrica estará em debate no próximo dia 16, durante fórum promovido na Casa da Ciência, pelo Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel/UFRJ).

Alana Gandra /ABr

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