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Secretaria da Saúde de Jaraguá do Sul esclarece a população dúvidas sobre Hanseníase

Jaraguá do Sul  – A equipe do Programa Municipal de Controle da Hanseníase distribuiu no último sábado (2), nas imediações da Praça Ângelo Piazera, no Centro, mais de 600 fôlderes com informações sobre a doença, como prevenção, diagnósticos, transmissão, tratamentos e esclarecendo as dúvidas da população.

“Avaliamos como bem sucedida a campanha. Ações simples como atividades de sala de espera, o repasse de informações pelos agentes comunitários de saúde e todas as orientações fornecidas pelos profissionais deram visibilidade ao tema no nosso meio, retirando a Hanseníase do anonimato. As ações contínuas desenvolvidas em parceria com as equipes de saúde, Diretoria de Comunicação, imprensa regional e comunidade não puderam ser mensuradas em números, mas sim em possibilidades reais de ações de combate à doença. Entendemos que a campanha não está encerrada, pelo contrário, estamos iniciando um processo contínuo de vigilância e luta contra a Hanseníase”, afirma a organizadora da iniciativa, enfermeira Nice Fátima de Deus Silva.

Desde 1954 se comemora no último domingo do mês de janeiro o “Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase”. O Brasil é o segundo país do mundo em número de registros de Hanseníase, com 33.955 novos casos diagnosticados em 2011. No mesmo ano, foram diagnosticados em Santa Catarina 224 casos. Em Jaraguá do Sul, seis.

De acordo com o Ministério da Saúde, a Hanseníase é uma doença causada pelo Bacilo de Hansen, que atinge principalmente a pele e os nervos. A transmissão ocorre através do contato com o bacilo que é eliminado nas secreções das vias respiratórias (secreções nasais, tosse, espirrros) do paciente infectado que não está em tratamento. Especialistas ressaltam que quando o doente inicia o tratamento correto para Hanseníase, em poucos dias ele deixa de transmitir a doença.

É considerado como caso suspeito de Hanseníase a pessoa que apresenta um ou mais dos seguintes sintomas:
-lesão de pele com alteração de cor (manchas esbranquiçadas, violáceas, castanhas ou avermelhadas);
-área da pele com queda de pelos, especialmente nas sobrancelhas;
-diminuição da sensibilidade ao calor, frio, à dor, ao tato;
-sensação de dormência ou formigamento dos nervos;
-nódulos (caroços doloridos), edemas/infiltração (inchaços);
-acometimento de nervos periféricos (pele) e troncos nervosos com espessamento neural.

Altamir Ricardo
ai/UNOPress

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