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Prejuízo na agropecuária catarinense devido as chuvas

Florianópolis – O volume de chuva a partir de sexta-feira, dia 20 de setembro, em Santa Catarina, especialmente no Vale do Itajaí ultrapassou a casa dos 200 mm. “Os prejuízos ocorridos até o momento não se devem ao excesso de umidade, mas ao alagamento das várzeas e a erosão do solo”, informa o gerente do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Cepa), Ilmar Borchardt que solicitou um levantamento preliminar aos técnicos do referido Centro.

Segundo o presidente da Epagri, Luiz Hessmann, o volume de chuva acumulado causou alagamento em vários municípios, causando muitos prejuízos, principalmente nas áreas urbanas. No meio rural muitas áreas também foram alagadas. As estradas vicinais foram bastante danificadas por causa da erosão, queda de barreiras e destruição de pontes e pontilhões. A dificuldade de acesso às propriedades rurais causam prejuízos no abastecimento das granjas e no escoamento da produção, especialmente de produtos mais perecíveis, como é o caso das hortaliças e o leite.

O excesso de chuva de modo geral prejudica o pastoreio dos animais com perdas de parte da pastagem devido ao pisoteio nas áreas alagadas os animais tiveram que ser manejados para as áreas mais altas, isso causou stress nos animais e dificuldade na ordenha, causando queda na produção. O alagamento também atingiu a rede de distribuição de energia elétrica, prejudicando o armazenamento do leite. As indústrias tem dificuldade na captação do leite em função devido a dificuldade de acesso às propriedades.

Particularmente relativo à cadeia leiteira, houve prejuízos na coleta programada na região composta pela bacia do Rio Itajaí do Sul, Rio Itajaí do Oeste, Rio Itajaí do Norte e Rio Krauel, na região do Alto Vale do Itajaí. Os prejuízos na logística da cadeia se deram pela queda de barreiras e interrupções por alagamento da pista na SC-359 Rio do Oeste e Laurentino, SC-340 Dona Emma, SC-350 – Ituporanga, SC-112 Trombudo Central, SC-114 Rio do Campo.

Arroz
O Alto Vale do Itajaí onde o plantio ocorre mais tarde, os prejuízos ficam restritos ao aumento de custo no preparo do solo para implantação da lavoura, especialmente nas áreas onde houve correnteza das águas. Nesses locais, o produtor deverá refazer as taipas e o nivelamento do solo. No Médio Vale do Itajaí, Baixo Vale do Itajaí e Vale do Itapocu a lavoura se encontrava com aproximadamente 80% área plantada, no atual estágio da cultura o prejuízo não é significativo, exceto nas áreas afetadas pela correnteza das águas e soterramento das plantas.
Na região Sul Catarinense a situação é bem mais tranquila. A precipitação ocorreu de forma melhor distribuída ocorrendo poucos alagamentos. Além disso, a área plantada até o momento alcança somente 8%.

Cebola
A cultura se apresenta com 100% da área plantada. As variedades mais precoces (10%) encontram-se em estágio de bulbificação. A lavoura de um modo geral é implantada nas áreas mais altas, com isso eventuais prejuízos ocorrem devido à erosão do solo.

Milho
Essa cultura se encontra em estágio de desenvolvimento vegetativo no Oeste Catarinense onde aproximadamente 55% da área está plantada. A lavoura apresenta bom desenvolvimento e a chuva dos últimos dias não provocou danos a cultura, exceto em alguma áreas localizadas mais no Extremo-Oeste houve temporais localizados com precipitação de granizo. Apesar de localizado as áreas atingidas apresentam danos consideráveis podendo em alguns casos ser necessário o replantio.

Soja
A cultura encontra-se em plena entressafra.

Banana
Nas áreas baixas os bananais foram alagados, porém, o alagamento de modo geral não deverá ocasionar quedas na produção. Entretanto, nas áreas de morro é comum o tombamento de plantas devido ao encharcamento do solo.

Fumo
Na região do Alto Vale, uma das mais atingidas pelas chuvas, o fumo encontrava-se cerca de 80% plantado. Em função disso acredita-se que pode ter havido problemas em algumas lavouras, que só serão possíveis de mensurar após levantamento detalhado pelos técnicos da região.

No Planalto Norte, onde cerca de 20% das lavouras já haviam sido plantadas, haverá necessidade de replantio de algumas plantas, mas nada que seja preocupante.

No Sul Catarinense, região onde a plantação do fumo encontra-se adiantado, 85% já está na lavoura, mas como as chuvas foram bem distribuídas na região, as plantações não foram atingidas.

Já no Oeste Catarinense o plantio está bem mais adiantado, praticamente encerrado em algumas áreas. E, como as chuvas não foram tão intensas, as lavouras não foram afetadas como em outras regiões.

Feijão
Na maior parte do Estado o plantio do feijão ainda não teve início. Aquelas onde ele já iniciou, como o Sul (25% plantado), o Planalto Norte (Canoinhas 6%), Chapecó (4%) não foram atingidas pelas chuvas.

Trigo
O plantio de trigo concluído no Estado. Cerca de 90% das lavouras estão em floração. E, por conta disso, o acamamento das lavouras nas regiões onde a chuva, ventos e granizo foram mais intensos ocorreu, como foi o caso de algumas lavouras do Planalto Norte e Extremo-Oeste.

EPAGRI/UNO

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