Medicina e Saúde

Pesquisas analisam a eficácia do tratamento contra Vitiligo

O vitiligo, doença de pele causadora de manchas brancas no corpo e que é apontada como o ponto de partida para o branqueamento progressivo da pele do astro Michael Jackson, morto no último dia 25, é o alvo de estudos de um grupo de pesquisas da UniBrasil (Faculdades Integradas do Brasil), de Curitiba. Liderada pela professora de Fisioterapia Ana Carolina Brandt, a equipe de iniciação científica, composta por mais três alunas da instituição, avalia desde o início do ano a eficácia de dois tratamentos para a redução do efeito da doença: a exposição das manchas aos raios laser e ultravioleta.

O objetivo é estudar os resultados alcançados pelos equipamentos em regiões do corpo em que o vitiligo se manifesta. Ana Carolina explica que o trabalho será realizado com 20 voluntários. Dez serão submetidos aos raios laser e dez aos ultravioleta, em dez sessões ao longo de três semanas. Segundo a professora, seis pessoas já participam da pesquisa, que se estenderá até 2010 e deverá apresentar as conclusões finais em 2011. “Na pesquisa tratamos de uma mancha só. Medimos o tamanho e vemos se ela regride ou não”, esclarece a professora.

A escolha das duas formas de tratamento se deve pelo fato de a literatura médica se referir a elas como as mais eficazes para a redução das manchas e por haver poucos estudos científicos sobre os seus resultados. Todas as sessões serão realizadas no câmpus da UniBrasil — que dispõe dos equipamentos para o tratamento da doença e continua a realizar triagem de voluntários. Quem estiver interessado em participar pode enviar e-mail para [email protected].

Sobre o vitiligo

Com incidência entre 1% e 2% da população mundial, o vitiligo é uma doença genética e não-contagiosa, que se caracteriza pela despigmentação da pele em certas regiões do corpo humano – em geral nas mãos, pés, rosto, joelhos, cotovelos e órgãos genitais. Ela se manifesta principalmente a partir dos 20 anos e pode ser desencadeada por estresse e fatores externos. A doença não causa danos à saúde, apesar do efeito estético, e não tem cura. Entretanto, é possível reduzir as manchas por meio de tratamentos .

ai/UNO

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