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Participação das mulheres cresce 4,7% no mercado formal em SC

Florianópolis – A participação das mulheres no mercado de trabalho formal em Santa Catarina cresceu em média 4,7% ao ano nos últimos 26 anos contra 3% dos homens. A taxa de formalidade da ocupação entre a população feminina é maior em SC do que no Brasil: enquanto no Estado, é de 76,3% no país é de 61%. Ao longo de 2013, do total de 68.782 empregos formais criados em Santa Catarina, 47% foram preenchidos por mulheres.

O balanço da inserção feminina no mercado de trabalho catarinense foi realizado pelo setor de Análise do Mercado de Trabalho da Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST). O estudo traz alguns indicadores com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e é focado nos anos de 2012 e 2013.

O sociólogo Leandro dos Santos, que preparou o estudo, ressalta que com o gradativo aumento da inserção feminina no mercado de trabalho a taxa de participação das mulheres alcançou 58% em 2012. Isso significa que o montante das mulheres em Idade Ativa (como sendo de 15 anos ou mais de idade) se encontravam economicamente ativas, ou seja, ou estavam trabalhando ou estavam à procura de trabalho. Entre os homens esse percentual foi de 78% em Santa Catarina. No Brasil, a taxa de participação entre as mulheres para o ano de 2012 foi um pouco menor, 55%. As mulheres representam atualmente 45% da População Economicamente Ativa (PEA) do Estado. “Gradativamente, a participação feminina no mercado de trabalho está ganhando força. Elas estão saindo da condição de donas de casa em busca de seus ideais de estudo e trabalho”, destaca o sociólogo.

Taxa de desemprego – A taxa de desemprego entre as mulheres é quase o dobro da verificada entre os homens. Enquanto para as mulheres ficou em 4%, entre os homens foi de 2,2%. No país, a taxa de desemprego feminina foi o dobro: 8,2%.

O estudo aponta ainda que em relação à escolaridade das pessoas com vínculo formal de emprego, as mulheres são maioria no nível de instrução superior completo com participação de 58%. Entretanto, quando se analisa a remuneração média mensal, a diferença do que recebe as mulheres em relação aos homens cresce justamente nos níveis de instrução mais altos. No total as mulheres ganham o equivalente a 78,9% da remuneração média mensal dos homens.

ai/UNO

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