Comportamento

O mundo luta contra o tabagismo

por Svetlana Andreeva

Mais de 500 milhões de habitantes do planeta estão fumando. Os dados apresentados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) são assustadores. Contudo, se forem comparados com as estatísticas de há dez anos, a situação não parece tão ruim.

A demanda de artigos de tabaco começou a diminuir, sobretudo nos países da Europa e da América do Norte. No início dos anos 2000, 46% dos homens e 26% das mulheres fumaram na Europa, enquanto hoje estes números não chegam a 30 por cento. Peritos deste mercado veem a causa principal da queda do consumo de tabaco na convenção-quadro da OMS sobre a luta contra o tabagismo, aprovada há dez anos.

A convenção, aprovada em 21 de maio de 2003, foi uma espécie de resposta à globalização da epidemia de tabaco e o primeiro documento jurídico que teve por objetivo diminuir a taxa de mortalidade por causa do consumo de tabaco. O tabagismo responde por uma parte leonina de doenças oncológicas, gástricas e respiratórias. Praticamente todos os doentes com cancro do pulmão no mundo são pessoas que fumam cinco e mais anos. Hoje, esta estatística ameaçante está diminuindo e em primeiro lugar graças à convenção, considera Andrei Demin, presidente da Associação da Saúde Pública da Rússia:


“O portador da infeção pelo tabaco é sem dúvida a indústria de tabaco que ganha consideráveis lucros. Há dois anos, a diretora-geral da OMS comunicou que esta indústria foi excluída de associações empresariais, transformando-se num pária absoluto. É importante também que muitos países alcançaram um progresso em matéria de legislações nacionais. Assim, a Federação Russa aprovou em fevereiro último uma lei que proíbe fumar em locais públicos”.

Tais leis foram aprovadas há alguns anos nos países da Europa e da América do Norte e já levaram a sérios resultados, aponta Serguei Poliatykin, médico toxicologista:

“O consumo de tabaco diminuiu naqueles países. Fuma-se menos e é mais problemático comprar artigos de tabaco. A Rússia demorou a aderir a esta convenção. Em resultado, temos uma situação pior. O consumo é mais alto, é mais fácil comprar cigarros e o preço é mais baixo”.

ai/UNO


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