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Mariana Coral de Joinville ganha o prêmio Professores do Brasil 2015

Mariana Coral venceu na região Sul em sua categoria, também é única de SC na premiação do MEC

Joinville – A educadora Mariana Coral que trabalha com crianças de três meses a um ano de idade no Centro de Educação Infantil (CEI) Luiza Maria Veiga, bairro Guanabara, em Joinville teve sua experiência reconhecida nacionalmente.

Ela foi escolhida entre os três estados da região Sul (RS, SC e PR) para receber o Prêmio Professores do Brasil 2015, categoria creche. É, também, a única representante de Santa Catarina em todas as seis categorias. A entrega da premiação será no dia 3 de dezembro, em Brasília no Hotel Royal Tulip Brasilia Alvorada, Asa Norte. A professora irá acompanhada da diretora do CEI, Simone Stringari, já que a instituição receberá placa de reconhecimento.

O prêmio é concedido pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Está na 9ª edição e visa valorizar experiências bem sucedidas, criativas e inovadoras desenvolvidas por professores da educação básica pública.


Entre os cinco professores premiados em cada categoria, um será selecionado para receber premiação extra de R$ 5 mil. E dois dos 30 professores selecionados também ganharão o direito de carregar a tocha no evento de revezamento da Tocha Olímpica em 2016.

Mariana conta que quase desistiu de se inscrever. Na primeira tentativa, perdeu todo o material durante a inscrição on-line. O prazo, no entanto, foi prorrogado, e ela decidiu fazer uma nova tentativa, um dia antes de o prazo acabar.

Para a professora, ganhar o prêmio é muito bom, mas ter o trabalho valorizado é muito melhor. “No Brasil, ainda é difícil o reconhecimento de que os bebês são capazes”, ressalta Mariana, que atualmente é auxiliar de direção do CEI Fátima, bairro Jarivatuba.

Para a diretora do CEI Luiza Maria Veiga, a premiação fortalece a instituição. “Mostra também que estamos no caminho certo e que vale a pena repensar trabalhos na educação infantil”, destaca Simone Strangari.


O projeto “A criança como coautora no processo de ensino-aprendizagem a partir dos elementos da natureza”, desenvolvido em 2014, partiu de uma inquietação de Mariana quanto ao fato de crianças nessa faixa etária não saírem da sala de aula, por serem muito pequenas. “Propusemos tirar os bebês constantemente da sala, explorando os diferentes espaços e ambientes da unidade”, explica.

A proposta incluiu a exploração de tintas, pincéis, parede de azulejo, grama, água, plantas, terra, frutas e o contato com outros grupos de crianças. Fazer tudo igual e no mesmo horário todos os dias também incomodava a professora. Desta forma, o lanche na mesa era substituído por um piquenique no parque, e os banhos pela manhã viravam banhos temáticos à tarde com brinquedos e pétalas de flor.

Outro ponto importante foi a participação das famílias, que eram convidadas a participar das atividades, contribuir com algum material ou ficar um pouquinho mais no acolhimento em uma recepção diferenciada.

Este não é o primeiro reconhecimento ao trabalho da professora Mariana Coral. Ela já emplacou artigo na primeira revista digital “Diálogos em Rede”, da RedSolare Brasil, lançada em março de 2014 para 13 países. No artigo, ela relata como bebês de três meses a 1 ano de idade já conseguem reconhecer e representar o próprio corpo.


ai/UNO

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