Medicina e Saúde

Labirintite pode ser confundida com estresse

Algumas pessoas confundem labirintite com estresse (stress) por sentirem um sintoma típico da doença, a tontura. Porém, para se fazer este tipo de afirmação é importante que o indivíduo tenha recebido um diagnóstico preciso de um especialista. As tonturas são insuficientes para diagnosticar o problema, já que outras doenças apresentam o mesmo sintoma.

por Marcelo Alfredo Otorrinolaringologista

Quem faz a observação é o otorrinolaringologista Marcelo Alfredo, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André, que recomenda ao paciente procurar um médico especializado para diagnóstico e início do tratamento da labirintite, se necessário.

A alteração labiríntica compromete o equilíbrio e está ligada ao funcionamento do labirinto que é formado pela cóclea e vestíbulo e de suas ligações com o sistema ocular, proprioceptivo e sistema nervoso central.

Os principais sintomas da labirintite apresentados quando o labirinto é atingido são tonturas que podem acontecer de forma repentina e durar segundos, minutos, horas e até dias, além de desequilíbrio, surdez, zumbido e vertigem. Este último pode vir acompanhado de náuseas, vômitos, sudorese e palidez.

Segundo o otorrinolaringologista a alteração labiríntica tem cura, desde que tenha acompanhamento médico e tratamento adequado. “O mais importante é aliviar a tontura com depressores labirínticos ou vasodilatadores e repouso. Os sintomas devem ser tratados adequadamente para não voltarem”, recomenda Marcelo Alfredo.

A cura é dividida em tratamento dos sintomas com alívio da tontura; tratamento da causa por meio de investigação; tratamento do problema que gerou a alteração labiríntica e a reabilitação do labirinto por meio de técnicas de posicionamento e movimentação da cabeça.

Algumas dicas ajudam na melhora dos sintomas da labirintite do paciente com alteração labiríntica, como evitar ficar mais do que três horas sem comer; substituir o açúcar refinado, mascavo, cristal ou mel por adoçantes; aumentar a ingestão de água; evitar chá-mate e café; evitar sucos de frutas industrializados; evitar o excesso de corantes e conservantes; durante as refeições consumir mais legumes e verduras; evitar bebida alcoólica; evitar o repouso excessivo; caminhar e praticar exercícios físicos; evitar travesseiros altos e, principalmente, relaxar já que o estresse piora a tontura.

“O indivíduo que possui alteração labiríntica precisa de atenção e tratamento rápido, já que apresenta insegurança, ansiedade e depressão que se associa ao medo de ficar sozinho, prejudicando a qualidade de vida”, orienta o médico. O diagnóstico da doença é feito inicialmente por meio do histórico do paciente e exames clínicos que analisam o equilíbrio, a coordenação motora e a audição.

O paciente também será submetido a exames laboratoriais como o otoneurológico, tomografias e eletroencefalograma para um diagnóstico mais preciso.

“O acompanhamento de um especialista nos casos da alteração labiríntica (labirintite) é de extrema importância, pois a recuperação de uma crise pode levar de uma semana a dois meses e alguns sintomas como o desequilíbrio e a tontura podem permanecer por meses e até anos” finaliza Marcelo Alfredo.

ai/UNO

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