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Joinville confirma dois casos locais de dengue

Vítimas são dois rapazes, de Pirabeiraba e Vila Nova

Joinville – Os dois casos de dengue confirmados dentro do município de Joinville levou a secretária da Saúde, Larissa Brandão Nascimento, a fazer um apelo a moradores de todos os bairros no sentido de redobrarem os cuidados para evitar uma epidemia da doença. “Olhem a seu redor, o pátio, o terreno, o quintal, suas casas e eliminem todos os locais com água parada”, pediu a secretária.

Segundo o relatório divulgado pela Secretaria da Saúde com dados até 4 de fevereiro, neste verão já foram registrados 11 casos suspeitos – cinco foram descartados, dois confirmados e quatro em andamento, mas somente um permanece internado.

“Temos de agir rapidamente de forma coletiva, com a mobilização da população com ações de vistoria, educativas, delimitação de áreas e até interdições”, enfatizou a secretária, lembrando que Joinville ainda está longe do que está ocorrendo em Itajaí, que registrou 110 casos suspeitos e 50 confirmados.

A dengue é uma doença tropical infecciosa causada por vírus. Os sintomas são febre, dor de cabeça, dor ao redor dos olhos, dores musculares e articulares e uma erupção cutânea semelhante à causada pelo sarampo. Em uma pequena proporção de casos, a doença pode evoluir para a dengue hemorrágica com risco de morte.

A dengue é transmitida principalmente pelo mosquito Aedes aegypti. Como não existe vacina, a melhor forma de evitar a epidemia é a prevenção através da redução ou destruição do habitat e da população de mosquitos transmissores e da limitação da exposição a picadas.

Apesar dos dois casos confirmados serem de moradores de Pirabeiraba e Vila Nova, os bairros onde há maior número de mosquitos são Itaum com 85 focos e Floresta com 18. Um dado preocupante, segundo a secretária da Saúde, é o registro, este ano, de 106 focos do mosquito, contra apenas 30 do ano passado. “Está em nossas mãos a possibilidade de ter ou não uma epidemia em nossa cidade”, alertou Larissa.

Uma das ações práticas a ser desencadeada nos dois bairros de maior incidência do mosquito é um mutirão marcado para o dia 12. Caberá aos moradores providenciarem a limpeza de seus terrenos e colocar o lixo na porta de suas casas para ser recolhido pela prefeitura. Haverá, simultaneamente, o trabalho de agentes de combate à dengue e agentes comunitários de saúde.

Os principais pontos de preocupação são caixas de água, piscinas, pneus, garrafas, lixeiras, calhas, entulhos, vasos, pratos onde a água acumulada se torna o habitat ideal para proliferação do mosquito.

A secretária da Saúde destacou que no mês de dezembro, em uma casa do bairro Floresta, os agentes identificaram 42 focos do mosquito. “É isso que precisa ser eliminado. Se cada um fizer sua parte, estaremos protegidos”, disse Larissa.

ai/UNOPress

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