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Internet para pequenas empresas, como escolher? – Por Marcelo Okano

A Internet não é novidade para a maioria das pequenas empresas. Desde o seu lançamento até hoje, muitos serviços foram criados transformando-a em um recurso fundamental para a TI. Mas a variedade de opções e tecnologias para Internet torna um pouco confusa a escolha da melhor solução de acesso. Por isso, vamos abordar alguns passos para auxiliar o pequeno empresário nesta escolha:

Primeiro passo: verificar quais tecnologias de acesso estão disponíveis. Existem várias opções que variam em cada região do país e as principais são:

ADSL – É a sigla em inglês para "Linha Digital Assimétrica para Assinante". Trata-se de uma tecnologia que permite a transferência digital de dados em alta velocidade por meio de linhas telefônicas comuns. Esta tecnologia trabalha com duas velocidades (download e upload) diferentes. É a mais popular, sendo ofertada pelas empresas de telefonia. Necessita de um modem para conectar a rede.

Cable Modem – Utiliza as redes de transmissão de TV por cabo convencionais (chamadas de CATV – Community Antenna Television) para transmitir dados em alta velocidade. É ofertada pela empresas de TV a cabo e fica restrita à área de operação da empresa. Necessita de um cable modem para conectar a rede.


Via rádio – O acesso é feito através de ondas de rádio. Empresas especializadas neste segmento oferecem estes serviços, mas são limitadas às suas respectivas áreas de operação. Necessita de antena externa e um transmissor de rádio.

Satélite – É um método de acesso à Internet que pode ser oferecido em qualquer lugar. Possibilita altas taxas de transferências de dados, sendo sua comunicação feita do cliente para o satélite e deste para o servidor. Como a maioria dos serviços de banda larga, a transmissão por satélite se faz de modo bidirecional (recebimento e envio de dados). Esta tecnologia é ofertada por empresas especializadas e seu custo é maior do que as opções anteriores. Recomendada para quando não há outra forma de acesso à Internet. Necessita de antena parabólica e equipamentos para o envio e recepção dos sinais. Para algumas aplicações, o tempo de envio e retorno do dado através do satélite pode comprometer o desempenho.

ISDN (Integrated Service Digital Network) – Também conhecida como Linha Dedicada, é uma tecnologia que usa o sistema telefônico existente e pode ser utilizada para Internet ou telefonia convencional. Possui uma taxa transferência de 2 Mbps e pode ser dividida em 32 canais de 64 Kbps cada. A contratação desta tecnologia é mais cara que as anteriores e é ofertada pelas empresas de telefonias e especializadas.

Segundo passo: selecionar qual oferece melhor desempenho ou velocidade, observando-se as seguintes características: velocidade de download (taxa de recepção), velocidade de upload (taxa de transmissão) e qual a banda garantida, ou seja, quanto é realmente garantida da velocidade contratada. Por exemplo, para uma velocidade de 2MBPS, se a banda garantida for de 10%, teremos somente 200KBPS de velocidade garantida.


Terceiro passo: verificar se existe alguma limitação para o download, ou seja se existe um limite para utilizarmos a Internet no mês para navegar e também baixar arquivos como músicas, filmes, fotos, arquivos e outros pois alguns provedores limitam a quantidade de bytes baixados pela Internet e cobram pelo excedente.

Quarto passo: os provedores oferecem duas formas de obter o endereço IP para a Internet, ou seja o endereço IP é um numero genérico que irá identificar o computador ou a rede dentro da Internet: o fixo e o dinâmico. O IP fixo é necessário se a empresa pensa em ter algum servidor para internet no site, tais como servidor de páginas, e-mail, dns, etc. O IP dinâmico muda a cada conexão, é o mais comum e também mais barato.

Quinto passo: verificar a necessidade de um provedor para autenticação diferente do provedor do serviço de acesso, pois alguns provedores não permitem o acesso à Internet sem a autenticação. Por exemplo: quem contrata o Speedy como provedor de acesso tem que contratar também os serviços de um provedor de autenticação, como o UOL ou o Terra, para ter acesso à Internet. Uma vez a definido o acesso à Internet, o último passo é compartilhá-lo com toda a empresa. Para isso alguns roteadores fazem esta tarefa. Ou então utilizar um servidor firewall/proxy.

É importante lembrar que se a sua pequena empresa é dependente da Internet para realizações de transações comerciais e financeiras, ou seja, se no caso de falha da Internet os prejuízos da empresa forem grandes, então, é recomendado ter uma redundância de acessos. Preferencialmente, de outro fornecedor e tecnologia diferente do acesso atual.


Verifique sempre as ofertas de serviços e tecnologias de acessos à Internet, pois a evolução dos equipamentos e a concorrência entre os provedores sempre contribuem para novidades como velocidades mais rápidas, novos serviços, etc.

*Marcelo Tsuguio Okano é Mestre em Administração, professor de pós-graduação em redes da FIAP e consultor de TI para a área de servidores. Trabalha desde 2000 com projetos de virtualização para servidores Unix e Linux, participou de vários projetos de consolidação de servidores na IBM. Possui várias certificações como IBM-AIX, Linux, LPI dentre outras. 
 
Fonte: Assessoría de Imprensa

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