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Hospital catarinense é o segundo em transplantes de rim no Brasil

Joinville – Estudantes do segundo ano da escola Conselheiro Mafra de Joinville visitaram o Hospital São José para realizar um trabalho de conscientização para o transplante de órgãos.Eles conversaram com a enfermeira Liliani de Azevedo, responsável pelo setor de transplante do hospital, para saber como é o funcionamento do sistema de captação e transplantes de órgãos. Liliani explicou as formas de captações em parceria com outros hospitais de Santa Catarina, do Paraná e do Rio Grande do Sul. Por enquanto, o São José é responsável pelo transplante de rim, sendo o segundo hospital no Brasil que mais realiza esta modalidade de operação, além de também ser credenciado para fazer transplante de fígado com a previsão do início de cirurgias ainda neste ano.

O hospital atende pacientes de Joinville, de Santa Catarina e, nos últimos meses, vem recebendo pessoas de diversos estados do país. A paciente Sue Hellen Rodrigues, de 23 anos, veio de Santos (SP) para fazer transplante no Hospital São José. Internada há 28 dias para receber o rim da irmã, no mesmo período entrou na lista de espera por um órgão no estado, recebeu há uma semana a notícia de que havia um rim compatível e que faria a cirurgia. Sue soube que o rim estava com problemas em 2004 e, desde lá, abandonou todas as atividades, como estudos e esportes. Ficou por dois anos fazendo quatro horas de hemodiálise, três vezes por semana. Depois da recuperação, pretende morar com os irmãos em Jaraguá do Sul e voltará a estudar. Ela quer cursar Comércio Exterior.

A irmã de Sue, Priscila Rodrigues Duraes comentou que a paciente foi bem atendida e que a equipe médica e de enfermeiros do São José foram bem atenciosos. Ela elogiou a agilidade e eficácia no tratamento, "A atividade de transplante requer muita agilidade da equipe cirúrgica", diz Liliani, pois o rim tem somente 30 horas para ser implantado em outra pessoa. Só no ano passado, o São José fez 95 transplantes de rim. Já um doador pode salvar até 80 pessoas, sendo que estes órgãos são enviados para outros hospitais da região Sul. Liliani comenta que apesar de ter aumentado o número de doadores, "ainda existe receio e desinformação das pessoas, muitas rejeitam por medo ou preconceito", observou.

Os estudantes da escola Conselheiro Mafra ficaram surpresos com a história de Sue e com as explicações de Liliani. Eles vão apresentar para os colegas, em sala de aula, o que aprenderam e sobre a importância da doação de órgãos. Um representante da Comissão de Captação de Órgãos do Hospital São José irá, no dia 23 de junho, à escola para abordar o tema com os estudantes do segundo ano do Ensino Médio. Será explicado como funciona o sistema da doação de órgãos no Brasil e o pioneirismo do país no tratamento pós-transplante. Conforme Liliani, o São José oferece todos os medicamentos para evitar a rejeição do rim para os transplantados, mesmo depois da cirurgia.


Fonte: Liliani Azevedo – Enfermeira responsável pelo setor de transplante
Secretaria de Comunicação (Prefeitura Municipal de Joinville)

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