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Galeria subterrânea em Blumenau passa por investigação histórica

Primeira parte das pesquisas aponta que galeria servia para escoamento das águas da chuva de um terreno particular e não tem ligação direta com as lendas dos túneis subterrâneos de Blumenau.

Blumenau – Um grupo de pesquisadores, historiadores, engenheiros, arquitetos, moradores das imediações do Teatro Carlos Gomes, imprensa e Fundação Cultural se reuniram para discutir as melhores formas de analisar a fundo a galeria subterrânea encontrada nas obras de escavações para implantação de saneamento na rua Presidente John Kennedy. O objetivo é levantar o máximo possível de informações sobre o achado, para análise da importância histórica e também verificar a possível ligação desta galeria com a lenda dos túneis subterrâneos de Blumenau, que causa tanta curiosidade popular.

O trabalho de análise, que iniciou esta semana e já tem uma próxima reunião agendada para o dia 29 de janeiro, envolve pesquisa de imagens antigas da região, visitação ao local, exploração do túnel, além de muita pesquisa documental e entrevistas com os antigos moradores e proprietários dos terrenos na região. Com isso, será possível determinar a idade aproximada do túnel, a finalidade de sua construção, suas dimensões, método construtivo e sua importância e relevância histórica.

Uma parte muito interessante da investigação até o momento é o contato realizado com Denis Krueger, bisneto de Fides Deeke, antigo proprietário de terras naquela região. Ele conta se lembrar de quando era criança e passava as férias no terreno, lembrando até mesmo da galeria subterrânea construída ali: “eu me recordo que uma das saídas estava localizada na parte mais baixa do terreno onde havia uma plantação de banana e na entrada havia uma grade de ferro”, conta em contato com a Fundação Cultural de Blumenau. “Quando ocorriam grandes chuvas, o galinheiro e a horta inundavam. A drenagem completa ocorria de 6 a 8 horas após as chuvas intensas”, explica ele, ao relatar que as águas corriam pela galeria em direção a onde fica localizada hoje a rua 7 de setembro. O desnível em direção à rua 7 foi confirmada pelos operários da obra, após a chuva forte que ocorreu na noite de segunda-feira, quando as águas correram pelas galerias naquela direção.

Apesar de ter sido um relato considerado como crível e provável por todos os membros da comissão, os estudos estão ainda no início e não têm data para terminar. “Vamos analisar todas as possibilidades junto com a comissão, para conseguir resgatar este momento da história de Blumenau”, comenta o presidente da Fundação Cultural de Blumenau, Sylvio Zimmermann Neto.

Fábio Ricardo
ai/UNOPress

 

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