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Estupros fazem o turismo na Índia cair 25% e o Brasil pode ser o próximo

A Índia ja sente o impacto da queda de 25% no fluxo do turismo estrangeiro no país causada pelos casos de estrupros. Segundo a Associação Indiana de Câmaras de Indústria e Comércio do país que divulgou uma pesquisa após três meses dos ataques sexuais contra mulheres. A pesquisa mostra que entre as mulheres a diminuição é ainda maior: 35% delas desistiram de ter a Índia como destino turístico.

O Brasil pode ter o mesmo impacto no turismo. As leis enfraquecidas, um código penal licencioso e o descaso do congresso nacional na revisão do Código Penal assustam os turistas que procuram destinos seguros. Segundo analistas, a COPA 2014 pode revelar um fracasso que cobrará a fatura nas Olimpíadas.

Conforme estudo feito na Índia com 1.200 operadoras de turismo foi constatado que a preocupação com a segurança das viajantes influenciou o modo como os turistas veem a Índia. Pelo menos 72% dos participantes da pesquisa registraram cancelamentos, principalmente de mulheres, a maioria delas de países como Reino Unido, Estados Unidos, Canadá e Austrália. A maioria dos turistas optou por viajar para outros países asiáticos como Malásia, Tailândia, Vietnã e Indonésia.

O período entre novembro e março é considerado alta temporada para o turismo na Índia. Segundo o Ministério de Turismo indiano, pelo menos 6,6 milhões de pessoas visitaram o país no ano passado, gerando um lucro de mais de US$ 17 bilhões.


A morte de uma jovem indiana, causada por um estupro coletivo no centro da capital do país, Nova Deli, em dezembro, chocou o país até então acostumado com a violência sexual. O incidente motivou protestos nas ruas por mais segurança para as mulheres e leis mais duras contra os autores dos crimes.

Outros dois ataques contra estrangeiras também despertaram preocupação. No mês passado, uma turista suíça foi estuprada por um grupo de homens enquanto acampava com o marido numa floresta na região central do país. No segundo incidente, uma jovem britânica disse que foi obrigada a pular de uma janela do hotel em que estava hospedada para evitar um ataque sexual em Agra, cidade famosa pelo Taj Mahal.

Mauro Queiroz
VOR/UNO


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