Medicina e Saúde

Risco de infarto aumenta nos dias frios de Inverno

Dias frios de inverno e problemas respiratórios aumenta casos de infarto. Portanto, não são só as doenças respiratórias que aumentam no inverno. Os riscos de ter síndromes coronarianas agudas (Infarto agudo do miocárdio ou Angina instável) durante os meses de frio intenso são mais elevados que no verão, principalmente quando a temperatura é inferior a 10 graus centigrados.

De acordo com Reginaldo Cipullo, Médico do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos, o ataque cardíaco ocorre quando existe exposição prolongada ao frio durante o inverno provocando constrição dos vasos sanguineos e elevação da pressão arterial. “O frio causa alterações no organismo aumentando a atividade do sistema nervoso simpático o que pode desencadear as sindromes coronarianas agudas”, explica.

Outro fator que influencia para o crescimento no número de infartos nesta época são as infecções respiratórias que aumentam nesta época do ano, alguns microorganismos podem levar a uma estabilização da doença coronária pré – existente. “As inflamações resultantes desses quadros infecciosos podem contribuir para o rompimento de placas ateroscleróticas nas pré existente nas coronárias causando novos casos de síndrome coronariana aguda”, ressalta o Dr. Reginaldo.

Pessoas com histórico de doenças cardiovasculares, diabéticos e idosos tem risco de infarto no inverno e fazem parte do grupo de risco e precisam tomar cuidado o ano todo mantendo o controle da hipertensão arterial e lí pides, além de evitar o tabagismo e realizar atividade física regularmente. Indivíduos que não estejam no grupo de risco devem também controlar seus fatores de risco para ter uma vida longa e saudável.

Fique atento ao risco e consulte sempre um cardiologista, sobretudo no inverno.

O Hospital Professor Edmundo Vasconcelos, localizado em São Paulo, é um dos maiores complexos hospitalares do País, conta com cerca de 780 médicos e atua em 44 especialidades. Realiza anualmente cerca de 10 mil cirurgias, 12 mil internações, 200 mil consultas ambulatoriais e 110 mil atendimentos de Pronto-Socorro.

ai/UNO

Comentários

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo