Medicina e Saúde

Deixar de dormir para estudar pode ter efeito contrário ao esperado

Uma pesquisa concluída nesse mês pela Universidade de Califórnia (UCLA) comprova que deixar de dormir para estudar mais tem um efeito contrário ao esperado pelos alunos: a privação do sono prejudica o processo de aprendizagem e o desempenho nos exames, no dia seguinte. Em contrapartida, quem dorme durante toda a noite consegue resultados no processo de aprendizagem quase três vezes melhor do que quem dorme pouco.

O sono regula funções importantes do organismo e tem um importante papel na manutenção da saúde e qualidade de vida dos indivíduos. Ao contrário do que muitos imaginam o cérebro não descansa enquanto dormimos. É durante o sono que consolidamos a aprendizagem que tivemos durante o dia e a retemos na memória. “A falta de sono além de prejudicar o processo de aprendizagem, ainda provoca cansaço, dificuldade de raciocínio, alteração de humor e estresse”, afirma Consultora do Sono da Duoflex, Renata Federighi.

Outro dado de pesquisa realizada por médicos israelenses e norte-americanos comprovou que uma boa noite de sono é fundamental para armazenar o conhecimento aprendido durante o dia. A pesquisa mostra que a fase do sono, chamada de movimentos oculares rápidos (NREM), está ligada a melhores resultados de memorização. Isso quer dizer que o processo de aprender se dá em três fases: a prática; no momento em que se aprende, a segunda; nas primeiras horas de sono e a terceira; nas fases finais, em que se aparecem os sonhos.

Para Renata, é importante que os alunos sigam uma disciplinada rotina, em que boas horas de sono estejam dentro do planejamento. “Uma boa dica é utilizar travesseiros em altura e suporte apropriados ao seu biotipo e postura ao dormir. Com o corpo confortável e relaxado, você poderá obter um sono mais rápido e mais profundo e isso tende a tornar a aprendizagem do dia mais eficaz”, afirma.


Thalita Fernandes

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