Gastronomia

Carne suína : Mitos e verdades

A carne suína deixa para trás as carnes bovina e de frango e o Brasil é o quarto maior produtor mundial de carne suína, com três bilhões e meio de toneladas por ano.

A carne suína faz parte do cardápio internacional e corresponde a mais de três bilhões de toneladas por ano. A carne suína, tradicionalmente conhecida como a carne de porco faz a cabeça de muitas pessoas. Para desmistificar o preconceito que ainda existe sobre o consumo da carne, o Programa Domingo Espetacular, da TV Record, apresentou uma reportagem no último domingo para desvendar os mitos e verdades da carne suína.

Não importa o lugar, a carne suína é sucesso garantido. A fama de vilã conquista os paladares mais aguçados, mas o sabor de comida caseira motivou a equipe de reportagem da emissora a investigar o assunto.

A carne mais consumida no mundo tem muitas peculiaridades. Ela deixa para trás as carnes de boi e frango e o país é o quarto maior produtor mundial de carne suína, com três bilhões e meio de toneladas por ano. Apesar disso, o consumo por aqui ainda é muito baixo. São 14 quilos e meio por pessoa. De acordo com a professora de Gastronomia, Marcella Lage, o brasileiro ainda tem muito preconceito em consumir carne sauína, mas ela é saborosa tanto quanto as outras.

Segundo pesquisas, comer carne de porco é coisa antiga. Acreditasse que o animal foi domesticado a quase 7 mil anos pelos chineses. De lá para cá muita polêmica. Em algumas religiões como o Judaísmo e o Islamismo, comer porco é proibido e incluir a carne suína na dieta ainda é tabu para muita gente.

A má fama vem por causa da gordura que lembra colesterol e calorias. Mas nos últimos 30 anos o processo de criação mudou em todo o planeta. O resultado é que hoje temos o porco bem mais magro do que antigamente e se comparado o lombo de um porco com peito de frango, o lombo tem bem menos colesterol do que o peito de frango.

Carne é um alimento rico em proteína. De acordo com a nutricionista Marcela Omena, seriam as proteínas aqueles alimentos construtores dos músculos de algumas células do corpo. “Ela também e rica em vitaminas do complexo B e B12, além de outros micronutrientes como ferro, zinco, magnésio e fósforo, fundamentais para a nossa saúde. Com tantos minerais a carne de porco ajuda inclusive na prevenção da anemia”, destaca.

A carne suína é similar a carne de ave e bovina, ela pode ser consumida da mesma maneira. A carne suína causa doenças somente se ela estiver contaminada. “Se souber a procedência daquela carne e tiver certeza da qualidade final daquele produto não tem problema consumir”, revela.

Durante muito tempo a carne suína esteve associada a Cisticircose, doença que se aloja no coração e no cérebro. Mas água contaminada, verduras e frutas mal lavadas também podem transmitir esta doença. “Comer carne suína à noite não é prejudicial se você escolher o corte adequado, sem gordura e cozido, assado ou então grelhado, ele vai ser absorvido mais naturalmente, sem tanto estresse para o organismo”.

A receita importante é o equilíbrio no consumo. “Seriam duas a três porções por semana de carne. Geralmente a porção deve ser um pouco fina e que correspondesse a palma da sua mão sem os dedos. Assim fica fácil digerir e aproveitar o que a carne de porco tem de melhor”.

O porco tem diferentes cortes, conforme a região do corpo. A costelinha é a campeã dos aperitivos. A bisteca tem um sabor que fica na memória sem contar que é uma carne que aceita bastante tempero.

Fonte: ACCS
ai/UNO

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