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Características que são mais consideradas no sexo oposto

Nos últimos quatro anos, a prática de sexo casual cresceu 132% no Brasil, de acordo com uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde em junho deste ano.

O estudo aponta ainda que, nos últimos 12 meses, o número de pessoas que tiveram mais de cinco parceiros eventuais subiu de 4%  para 9,3%, sendo que 79% da população entre 15 e 64 anos é sexualmente ativa.

Os dados que mostram uma busca crescente pelo sexo ocasional entre os brasileiros refletem uma realidade mundial. Recentemente, pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, conduziram um estudo para descobrir a razão pela qual as pessoas optam por encontros sem compromisso. A pesquisa americana afirma que elas buscam aquilo que consideram o relacionamento ideal: uma relação sem romantismo, que dificilmente evoluirá para um namoro sério, com cobranças e obrigações.

Em contrapartida, a procura por um relacionamento monogâmico parece fazer parte dos planos de grande parte dos homens e mulheres, que, cansados de aventuras esporádicas, buscam afinidade, cumplicidade e, principalmente, estabilidade na relação com seus parceiros. Motivados pela insatisfação causada pela sucessão de encontros sem compromisso, os clientes da agência de relacionamentos Par Ideal, de Curitiba (PR), engrossam a lista dos que consideram que a falta de confiança, intimidade e parceria pode deixar uma sensação de solidão e desconforto e que, por isso, sonham com um relacionamento duradouro, baseado na amizade e no companheirismo.

A pedagoga e diretora da agência, Sheila Rigler, comenta que grande parte de seus clientes trocariam a liberdade de conhecer diversas pessoas em uma só noite pela possibilidade de envolver-se profundamente com alguém. “Talvez a balada seja um dos lugares menos aconselháveis para se encontrar uma pessoa interessante e interessada em aprofundar o relacionamento. Nesses lugares, a probabilidade maior é de se deparar com pessoas que buscam apenas diversão”, pondera. Para fugir de encontros indesejados e possíveis frustrações amorosas, Sheila sugere que os solteiros estejam atentos aos interesses daqueles com quem pretendem se relacionar. Segundo ela, são os pequenos sinais que demonstram aquilo que mais desperta a atenção e o que menos agrada o sexo oposto. Uma pesquisa realizada pela Par Ideal apontou essas preferências, tendo como base cinco mil entrevistas realizadas com clientes já cadastrados, com idades entre 24 e 78 anos, pertencentes às classes A e B.

Para as mulheres entrevistadas pela agência de relacionamento, as três qualidades masculinas consideradas mais importantes são educação, romantismo e fidelidade. “Por mais antiquado que pareça, elas ainda apreciam os homens que mandam flores e não esquecem as datas especiais. Além disso, dão valor àqueles que sabem se portar em qualquer lugar“, comenta a diretora da agência. Na busca pelo parceiro ideal, as mulheres apontaram como características essenciais o companheirismo, em primeiro lugar, seguido pela fidelidade, estabilidade emocional e financeira, carinho e respeito, e amor e romantismo. Por outro lado, homens grosseiros, exibicionistas, habituados a “contar vantagens”, “mulherengos” e sovinas foram os mais criticados por elas.

Já, para os homens entrevistados, as mulheres carinhosas, honestas e femininas apareceram entre as mais apreciadas, sendo que eles esperam encontrar em suas parceiras companheirismo, seguido por carinho e respeito, amizade e cumplicidade, amor, e fidelidade e sexo – que surpreendentemente apareceram juntos, em quinto lugar, entre as prioridades masculinas.

A pesquisa mostrou ainda que os homens consideram inconvenientes as mulheres vulgares, que falam alto, dão gargalhadas, não têm vaidade e as que são infiéis. “Para conquistar o seu par ideal e manter acesa a chama do amor, é essencial compreender o sexo oposto”, sugere Sheila, que observa ainda: “Os resultados da pesquisa realizada pela Par Ideal comprovam a valorização de características como afetividade, companheirismo, honestidade e respeito – bem distantes do que normalmente é encontrado em relacionamentos fugazes”, finaliza.

ai/UNO

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