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Brasil é 4o. lugar na preferência de investidores estrangeiros

Pesquisa realizada pela OMC – Organização Mundial do Comércio aponta que o Brasil ocupa o quarto lugar na preferência dos investidores internacionais, depois dos Estados Unidos, China e Índia, colocando-se à frente de potências como Japão, Alemanha e Reino Unido.

Dentre os maiores parceiros econômicos do país está a Itália, no 13º lugar, como um dos principais investidores estrangeiros no Brasil. Com grandes companhias como Fiat, Pirelli e TIM Brasil, a Itália planeja investir ainda mais, através de parcerias industriais, cuja cooperação é reforçada por ações positivas dos dois governos e facilitada pela forte presença da comunidade italiana no Brasil.

Segundo Giovanni Sacchi, diretor no Brasil do ICE – Instituto Italiano para o Comércio Exterior, acordos comerciais entre os dois países sempre estiveram na pauta de prioridades, havendo promissoras relações comerciais a serem exploradas. “Convidamos as empresas italianas a olhar o Brasil como um parceiro estratégico”.

Hoje, aproximadamente 300 empresas italianas têm presença direta no Brasil, número duplicado ao longo dos últimos dez anos. Atuando com economias complementares, contribuem para desenvolvimento do Brasil, país que representa um mercado importante com condições produtivas vantajosas e grande potencial de crescimento.


Comércio Bilateral

As compras de produtos italianos pelo Brasil, em 2008, cresceram 30%, sobretudo em bens de capital, que representam mais de 60% das compras brasileiras provenientes da Itália. Entre os principais produtos exportados para a Itália estão frutas, flores, ferro, couro, papel, produtos siderúrgicos, carne, metais e peças para automóveis. Já o Brasil importa da Itália principalmente máquinas e componentes mecânicos, produtos químicos e farmacêuticos.

Acordos entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil e o Ministério Italiano do Desenvolvimento Econômico, consolidados na última visita do presidente Lula à Itália, em novembro de 2008, vieram fortalecer as relações comerciais entre os dois países, com destaque para as áreas de defesa, infra-estrutura, tecnologias espaciais, ciências médicas e saúde.
Outros setores de interesse são: têxtil, alimentício, couro e calçados, madeira e produção de móveis, beneficiamento de mármores e granitos, componentes eletrônicos e eletro-técnicos, agropecuário, álcool, papel-papelão, energia e mineração.

Dando continuidade a parceria econômica, a Itália chega, em novembro, ao Brasil, com a maior missão econômica para a América Latina.


Liderada pelo Ministro do Desenvolvimento Econômico da Itália, Claudio Scajola, 300 empresários italianos, acompanhados de Umberto Vattani, presidente mundial do ICE-Instituto Italiano para o Comércio Exterior e de Corrado Faissola, presidente da ABI-Associação Bancária Italiana, participam do II Fórum Econômico Brasil-Itália, na manhã do dia 10 de novembro, na FIESP, junto à autoridades e representantes do governo brasileiro.

Encabeçando o staff de empresários, Emma Marcegaglia, presidente da Confederação Italiana das Indústrias e Paolo Zegna, vice presidente para Internacionalização da Cofindustria e CEO da grife Ermenegildo Zegna, líder mundial em vestuário masculino de luxo. No programa,

workshops sobre oportunidades de investimentos no Brasil e Rodada de Negócios.

A maior delegação italiana, dos últimos anos, traz empresas de diversos setores, com foco em infra-estrutura, tecnologia, energia, mecânica e meio ambiente, visando parcerias principalmente nas áreas contempladas pelo PAC – Programa de Aceleração do Crescimento.


Destaque – II Fórum Brasil-Itália

Impregilo – maior empresa de construção civil da Itália e uma das maiores do mundo. Atua no mercado da construção de grandes obras e em operações de project financing e de BOT (build, operate and transfer).

STE Energy – com mais de 200 centrais de energia realizadas nos últimos anos, tanto na Itália, quanto no exterior, a STE Energy atua no projeto, constrição e administração de centrais de produção de energia, sobretudo hidroelétricas.

API Nova Energia – O Governo do Espirito Santo aderiu ao projeto do pinhão manso para o biodiesel patrocinado pela API Nova Energia. A empresa irá aplicar investimentos de 40 milhões de Euros até 2013 nos segmentos agrícola e industrial. Na primeira etapa será construída uma unidade fabril de processamento do pinhão no município de Colatina, com capacidade de produção inicial de 50 mil toneladas/ano de óleo vegetal bruto. A API Nova Energia é uma empresa do Grupo API, um dos maiores grupos petrolíferos da Itália.


Há também fornecedores especializados em eventos esportivos, que chegam em busca de oportunidades para a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro em 2016, como a Technogym, fabricante de produtos e serviços dirigido às áreas esportivas, fornecedora oficial dos Jogos Pan-Americanos no Rio em 2007, Jogos Olímpicos de Sidney, Pequim e jogos de Singapura em 2010.

Além das empresas, o Fórum conta com a presença de grandes consórcios de exportação, direcionados ao comércio das pequenas e médias empresas. Dentre eles o Federexport – Federação Italiana dos Consórcios de Exportação, principal federação italiana com mais de 4,5 mil  empresas associadas e a Treviso Venezia Unione, união de duas associações, a Unindustria Treviso e a Confindustria Venezia, que juntas representam mais quatro mil indústrias e prestadores de serviços da Itália.

Na tarde do dia 10, empresários italianos e brasileiros participam da Rodada de Negócios. A previsão é a realização de mais de 1,5 mil encontros bilaterais neste II Fórum Brasil Itália 2009.

II Fórum Econômico Brasil Itália
10 de novembro
9h00 às 12h30
FIESP (Teatro Sesi)
Av. Paulista, 1313 São Paulo – SP
www.ice-sanpaolo.com.br/missao2009


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