Notícias Gerais

Bolshoi homenageia Fokine

Joinville – A Cia Jovem e a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil dançam no próximo dia 11, no Teatro Juarez Machado, em Joinville (SC), balés em homenagem a Fokine, um dos principais coreógrafos do século XX. No programa estarão “Chopiniana”, “Danças Polovitsianas” – ambas coreografias com 100 anos -, “A morte do cisne”, “Sherazade” e “O espectro da rosa”.

O programa traz aquela que é considerada a obra-prima do coreógrafo (Chopiniana), balé que em 2009 comemora o seu centenário – motivo da homenagem a Fokine. Esta não é, no entanto, a primeira vez que o grupo dança esta peça – que foi remontada pela professora russa Galina Kravchenko, bailarina do Teatro Bolshoi de Moscou e esposa de um dos maiores intérpretes desse balé, Alexander Bogatyrev, em 2007.

O russo Mikhail Fokine tornou-se solista do Teatro Marynsky em 1904 e três anos depois criou o solo “A Morte do Cisne”, com música de Camille Saint-Saens para Anna Pavlova. Seu primeiro balé completo foi “Le Pavillon d”Armide”, para o Teatro Maryinsky, em 1909. Naquele mesmo ano, começou a coreografar para os Balés Russos de Diaghlev, onde ficou até 1918, quando emigrou para os Estados Unidos.

Sua obra é bem variada e a apresentação da Escola Bolshoi irá permear esta heterogeneidade. Assim, será apresentado o neoclassicismo de “Chopiniana” (também conhecida como “Les Sylphides”), a intensidade bárbara das “Danças Polovtsianas” do Príncipe lgor, o sensualismo de “Sherazade”, a beleza de “A morte do cisne” e apoesia de “O Espectro da Rosa”.


Sinopse dos balés

“Sherazade”

É uma dança exótica, criada em 1910, e que causou sensação e inspirou uma geração de artistas, devido aos tons orientais. A obra narra a história de um rei que após ser traído por sua primeira
esposa, todo dia desposava uma virgem e a matava. Quando conhece Sherazade, já havia matado três mil mulheres. Ela, que tinha lido muitos livros, conta uma história que cativa a atenção do rei. Por conta de suas histórias, ele a mantém viva até que, depois de mil e uma noites e três filhos, ele desiste de matá-la e faz dela sua rainha.

“A Morte do Cisne”


Este solo tornou-se um dos mais famosos solos de balé e também o mais famoso de Anna Pavlova, para quem Fokine coreografou. A peça, conta a história do ultimo vôo de um cisne, antes de sua morte. Criada em 1907, com música de Saint Saens, a coreografia tem como passo básico o pas de
bourrée – simples sob o ponto de vista da técnica de pontas, mas cada movimento do torso e dos braços exige uma tal capacidade de expressão, com dramaticidade e emoção de vôo, que torna esta performance dificílima e de uma beleza única.

“O espectro da rosa”

Balé em um ato, de 1911, inspirado no poema de Teófilo de Gauthier, com música Carl Maria von Weber. A obra conta a história de uma jovem que relembra, com uma rosa na mão (presente de um rapaz), a festa de que participou. Ao dormir, sonha que o espectro da rosa entra voando pela
janela, e eles dançam.

“Chopiniana”


O balé “Chopiniana”, atualmente no repertório da maioria das grandes companhias do mundo, também com o nome de “Les Sylphides”, foi coreografado pelo russo Mikhail Fokine em 1909.

Um balé à luz da lua em um ambiente clássico onde um jovem sonhador, sempre em busca do novo, dança em meio às sílfides, que são seres invisíveis do ar. A obra descreve, apenas sugerindo, as sensações percebidas por eles, ao som da música de Chopin. O balé não tem fragmentos nem partes. É apenas um ato. O corpo de baile é a essência da obra. A plasticidade e leveza das mãos e os suaves gestos da cabeça completam a atmosfera do balé.

“Danças polovitzianas”

As danças polovitzianas extraídas da ópera “O Príncipe Igor” são de grande beleza, força e entusiasmo. A ópera narra um episódio de invasão do sul da Rússia no século[ XII por um povo bárbaro e nômade conhecido como polovitzianos. Guerreiros dançam em comemoração à vitória sobre seus inimigos.


A primeira versão das danças polovitzianas foi coreografada por Mikhail Fokine e teve sua estréia em 19 de março de 1909, provocando um forte contraste às tendências da época. A versão apresentada pela Escola do Teatro Bolshoi no Brasil é de Kasyan Goleyzovsky, outro famoso coreógrafo
russo.

ai/UNO

Comentários

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios