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Ações sociais reduzem crimes na cidade mais violenta de SC

Florianópolis – Os municípios catarinenses que quiserem alcançar o sucesso na sua política de Segurança Pública precisam se espelhar no modelo de gestão adotado pelo município de Camboriú. Esta foi a principal conclusão da reunião que aconteceu hoje (15) entre o secretário Ronaldo Benedet, da Segurança Pública e Defesa do Cidadão, a prefeita Luzia Coppi Mathias (PSDB) e os comandos das polícias Militar e Civil. O modelo de Camboriú priorizou ações sociais, adotou uma série de medidas preventivas e buscou uma maior integração do poder público com a comunidade, aliado a um forte trabalho de repressão  dos organismos policiais. O resultado é uma redução significativa em quase todos os indicadores de criminalidade.

Camboriú conta hoje com um população em torno de 54 mil pessoas, um orçamento anual de R$ 52 milhões e uma extensão territorial de 214 quilômetros, quatro vezes maior que Balneário Camboriú. A cidade foi considerada a mais violenta do Estado por registrar índices assustadores de homicídios. Em agosto, por exemplo, a projeção da  Gerência de Estatística da SSP indicava 80 mortos por cada grupo de 100 mil habitantes. Este quadro já sofreu alteração e hoje a projeção é de 53 mortos por cada grupo de 100 mil habitantes.. “Ainda é alto, mas este é um trabalho de  formiguinha e que precisa ter continuidade”, destaca Benedet.

Números da SSP mostram redução nos registros de roubos, furtos, tentativas e homicídios. O número de roubos reduziu de 15 para seis por mês, as tentativas de homicídios apresentaram queda de 25%, os furtos, que antes eram 45 por mês, hoje não chegam a 30. Mas o dado mais animador foi a redução dos registros de homicídio. Antes da adoção das medidas sociais eram de quatro a cinco assassinatos por mês. Hoje, a estatísticas mostram um homicídio por mês. Paralelo a todo este trabalho social a SSP intensificou o combate ao tráfico de drogas. “Os números de prisões
relacionadas ao tráfico dobrou, já que 80% dos crimes estão ligadas ao narcotráfico”, assinala o secretário.

A primeira mudança veio com o projeto “Acolher e Encaminhar”, cujo objetivo foi o de atender aos adolescentes em risco social e proteger suas famílias.  Uma equipe multidisciplinar iniciou o trabalho de cadastramento dos adolescentes que ficavam nas ruas até altas horas da madrugada. Os pais também foram chamados à responsabilidade em caso de reicindência, e em menos de dois meses de atuação 51 adolescentes foram cadastrados e o número de ocorrências policiais reduziu em até 30%.


Na segunda fase outros pontos foram atacados como,  por exemplo, revitalização das áreas públicas, instalação de pontos de iluminação em áreas de risco, trabalho de polícia de proximidade, rigor na expedição de alvarás para funcionamento de estabelecimentos comerciais, fechamento de
bares durante a madrugada, palestras em escolas públicas e a implantação de Conselhos Comunitários de Segurança, os Consegs. A meta, agora, é reestruturar o Conselho Tutelar e contratar uma equipe multidisciplinar. Para Benedet, Camboripu daria um bom case institucuional, mostrando como a cidade mais violenta de Santa Catarina mudou adotando medidas preventiva e de caráter social.

Fonte – Assessoria de Imprensa/SSP

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