|
||
| Bloqueio da Rússia à carne brasileira será debatido na Câmara |
|
A crise enfrentada pelos produtores de carne suína e o embargo da Rússia à carne brasileira serão discutidos na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural nesta quarta-feira (29). No começo de junho, alegando questões sanitárias, a Rússia bloqueou a entrada da carne suína produzida em frigoríficos do Rio Grande do Sul, do Paraná e de Mato Grosso. A Rússia é a principal compradora da carne suína brasileira, com mais de 39% de participação nas exportações do produto pelo Brasil. Os outros mercados, por ordem de importância, são Hong Kong, Argentina, Ucrânia e Angola. Os parlamentares querem saber o real motivo do embargo da Rússia e o que o governo brasileiro está fazendo para ajudar os suinocultores prejudicados pela medida. O vice-presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, deputado federal Celso Maldaner (PMDB-SC) participou em Santa Catarina de uma audiência promovida pela Assembléia Legislativa durante a semana onde foram solicitadas a implantação de programas de incentivos ficais por parte do Governo do Estado e a inclusão da carne suína nas refeições servidas em presídios, academias de treinamentos, escolas e outros órgãos governamentais. Ao Governo Federal foi solicitada a mudança na política de controle da comercialização de milho e das exportações de carne e derivados de suínos além da prorrogação das dívidas de custeio e de investimentos e a liberar mais crédito. “A falta de rentabilidade e o custo da produção estão penalizando os suinocultores mais uma vez”, alerta Maldaner ao recordar outras crises enfrentadas pelo setor. Maldaner lembra que no final de 2010 o custo de produção de um quilo de carne suína era de R$ 2,46, sendo que o produtor vendia o quilo por R$ 2,54, com lucro de R$ 8 centavos. A situação se inverteu em janeiro, quando o custo subiu para R$ 2,49 e o preço de venda pelo produtor caiu para R$ 2,40. Desde então o custo sobe e o preço de venda cai. Debatedores A reunião será realizada às 10 horas, no Plenário 6.
|









