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| O Novo Código Florestal contra o Ano das Florestas |
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Já está circulando a revista ECO 21 de janeiro de 2010. Uma das principais publicações sobre meio ambiente e sustentabilidade no Brasil, a ECO 21 deste mês traz excelentes textos. Veja abaixo o editorial e índice da edição. Editorial O ano 2011 amanheceu com o espetáculo dos melhores fogos de artifício da história dos réveillons de Copacabana. Poucos dias depois, a tragédia da Região Serrana revelava a omissão dos legislativos e dos executivos municipais. O Rio entrou para a história com a maior catástrofe climática da história do Brasil. Distantes pouco mais de mil quilômetros do Rio, em Brasília os deputados do agronegócio continuaram batalhando pela aprovação do Novo Código Florestal no qual, encostas e topos de morros não serão mais considerados Áreas de Preservação Permanente e, portanto, estarão liberadas para construção de habitações. No Senado, num recente pronunciamento, a Senadora Marina Silva disse que “não se pode mudar o Código Florestal permitindo que as pessoas façam construções e edificações nas Áreas de Preservação Permanente”. O novo Código proposto tem foco no meio rural e nas florestas, mas a Senadora argumenta que “ao permitir a regularização de áreas de risco, as mudanças previstas afetarão as cidades, apesar de o Relator da matéria, o Deputado Federal Aldo Rebelo, negar isso”. Solidários com Rebelo, todos os legisladores da chamada “bancada ruralista” negam essa verdade. Entre os Biomas mais desmatados, a Mata Atlântica já perdeu 93% de sua cobertura florestal sendo que metade do Cerrado, já foi devastada. A SOS Mata Atlântica denuncia que na última década, o ritmo do desmatamento da Mata Atlântica foi de 34 mil h/ano, área equivalente a 350 mil campos de futebol de mata nativa. No Rio, o Estado mais castigado pelas chuvas, já foi desmatado mais de 80% da floresta, principalmente na Região Serrana. Eis aí a explicação da tragédia. Face a esses dados, podemos soltar fogos de artifício à vontade para celebrar o Ano Internacional das Florestas. Gaia viverá! Índice Ignacy Sachs: a RIO+20 deveria superar a RIO-92 - Tânia Carolina Machado Por René Capriles e Lúcia Chayb, da revista ECO 21 |









