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Donald Trump vs Hillary Clinton

Kellen Reis - Jornalista CorrespondentePor Kellen Reis

Com tanta crise no Brasil acabamos nos esquecendo das eleições americanas. Em novembro deste ano conheceremos o novo presidente dos Estados Unidos, e neste duelo de titãs temos de um lado Donald Trump, candidato republicano e de outro lado Hillary Clinton, candidata democrata.

Vale destacar que esta é a primeira vez que os Estados Unidos tem uma mulher que é candidata à Casa Branca. Apesar de toda a sua incrível  história política, a candidata democrata tem sido muito criticada e Donald Trump, um bilionário, tem sido descrito com certa condescendência por alguns como louco.

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Seria cômico se não fosse trágico. A arma divertida utilizada pelo candidato republicano contra a sua forte oponente é apontá-la como ”Hillary Vigarista”. Um vocabulário peculiar e uma figura bastante folclórica para um homem que quer ser presidente. Trump revela não tem nenhuma educação política, e além desta edução política elementar, lhe falta também a civilidade que sempre permeou as eleições americanas.

O republicano veio sendo subestimado não somente pela comunidade local, mas também pela comunidade internacional, como um candidato que não chegaria até o final. Ele era uma inovação, uma excrescência, uma brincadeira. Acreditava-se que os republicanos fariam alguma coisa para que ele caísse, mas para a grande surpresa, ele venceu 16 fortes candidatos, trazendo o seguinte slogan: “A América volta a crescer”. Como se os Estados Unidos já não fosse um grande país.

Trump é um candidato de peso e está empatado com Hillary. E agora que começam os debates, que serão somente os dois, corre-se sérios riscos de aumentar a popularidade do republicano. Afinal Hillary cometeu muitos erros, atitudes pouco convidativas e amáveis durante a sua trajetória política que poderão ser exploradas pelo adversário.

Tentando compreender essa eleição, será que o medo do futuro que paira sob os Americanos é o que está abrindo o caminho para esses candidatos? Bem, Donald Trump não é um homem que possa ser percebido como dando oportunidades ou fazendo um governo concessivo e estimulando a economia dos mais pobres. Ele é o contrário, ele é o arquétipo do republicano capitalista, um homem que acredita que por ser bilionário entende de tudo, mais do que qualquer outra pessoa.

A Hillary, por sua vez, é a candidata da classe média, ela traz a tradicional política de hillaryWashington. Há uma diferença muito grande entre os dois partidos, pois na alma dos democratas, se tem a ligação com os sindicatos americanos, com o trabalhador americano e na alma do republicano se tem a ligação com a grande empresa, com a finança. A Hillary se encaixa bem no modelo democrata. O Trump foge um pouco do seu próprio modelo, pois ele se mostra ser um individualista. Uma pessoa extremamente arrogante, e chega a ser surpreendente que um homem com tal arrogância, com uma maneira truculenta de falar e zombar dos outros possa ter chegado onde chegou.

Hillary Clinton, embora seja mulher, ainda sofre certo preconceito no meio político pelo próprio universo feminino. Ela se preparou para ser candidata. Ainda no governo do seu marido, Bill Clinton, ela era assessora parlamentar, foi a primeira senadora por New York, e é a primeira mulher, ex primeira dama a se candidatar à presidência dos Estados Unidos.

Ela tem uma bagagem política extraordinária que infelizmente não atrai o eleitorado feminino. Mas os Americanos precisam entender que Hillary se preparou para chegar nesta eleição. Ela tem pleno conhecimento sobre política externa. A candidata democrata conhece os problemas Americanos e internacionais.

A dúvida é por que a sociedade se simpatiza com Donald Trump? Talvez a sociedade, hoje, valorize, sobremaneira, a riqueza, o dinheiro e não as qualidades morais, intelectuais e pessoais. O poder financeiro de Trump é o que está atraindo a sociedade americana.
A pergunta que muitos se fazem é, como um Americano pode se sentir representado por Trump? Ele seria um presidente grosseiro, que diz que as mulheres são porcas, que se refere à outra candidata sem o minimo de diplomacia, quando ele poderia deixar esse trabalho para os cabos eleitorais. Que se dirige não somente à Hillary Clinton, como à qualquer outra pessoa de forma desrespeitosa. Como um americano pode querer ser representado por este homem? Utilizando uma expressão americana popular, It’s disgusting!

Hillary pode não ser a Miss Simpatia, mas para chegar onde chegou, a diplomacia é inegável.

Obama está saindo com uma popularidade relativamente boa, deixando um legado de precaução e cuidado. Ele pegou um país praticamente quebrado, no meio de uma crise, com um desemprego oficial em 10% e está entregando um país com 5% ou menos de desemprego. Ou seja, Obama é sim um cabo eleitoral forte e Hillary tem grandes chances.

Mas não devemos subestimar o o Trump novamente, fizemos isso no início e ele veio derrubando todos. No ponto de vista realista, Hillary venceria as eleições. O que daria maior estabilidade para o mundo, se ela seguir a mesma política externa que o Obama tem seguido.

Como disse James Baker, qualquer um que assumir a cadeira da presidência vai aprender muito rápido que o presidente manda pouco e que há uma série de linhas estabelecidas na política americana doméstica e internacional. E se ele achar de não respeitar, esse presidente não vai durar muito tempo na autoridade.

Mas esse raciocínio não funciona para Donald Trump, pois ele está completamente fora de quaisquer valores e princípios. Trump tem um temperamento muito explosivo. A política com Trump é imprevisível e ele não é do tipo que aceita limitações.

Agora que repercussão tudo isso tem para o Brasil? Nenhuma.

No ponto de vista politico, o Brasil não pesa para o mundo como gostaria, mas a visão que eles tem do Brasil é muito boa, portanto as eleições americanas não afetarão tanto. As empresas americanas tem mais presença no Brasil do que o próprio governo americano. Os republicanos tendem a ser mais abertos aos investimentos do que os democratas que são mais ligados aos sindicatos americanos, portanto são mais restritivos ao comércio.

Vamos aguardar e ver como será este cenário em novembro.

 
por Kellen Reis/UNOPress
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