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Exposição fotográfica - Os imigrantes sob as lentes de Fritz Hoffmann

Barra Velha - Acervo fotográfico descoberto pelo historiador Cacá Fagundes em Itajuba mostra cenas do cotidiano dos imigrantes alemães na Colônia Dona Francisca, no litoral e também em Hansa Humboldt, atual Corupá.

Um momento único para se conhecer o cotidiano de imigrantes alemães no período de colonização em Joinville e também no Vale do Itapocu. A Secretaria de Educação, Cultura e Desporto da Prefeitura de Barra Velha iniciou dia 2 de junho a mostra fotográfica alusiva aos 180 Anos da Imigração Alemã em Santa Catarina, a partir de um acervo rico, histórico e inédito: as fotografias feitas pelo imigrante alemão Fritz Hoffmann, no final do século 19 e início do século 20.

A exposição é itinerante e iniciou na entrada do Paço Municipal, na avenida Governador Celso Ramos, 200, no centro. A partir de segunda-feira, 8, vai percorrer ainda as escolas das redes pública municipal e estadual de Barra Velha. As imagens foram descobertas há pouco menos de 10 anos, pelo historiador José Carlos Fagundes, o Cacá, pois estavam em poder de um bisneto do fotógrafo, que vive em Itajuba. O material apresentado em 10 expositores vai também servir de subsídio para o concurso promovido pela Secretaria Estadual de Educação, sob o tema dos 180 Anos de Imigração, do qual Barra Velha participará.

A mostra em Barra Velha é direcionada não apenas a estudantes, mas à população em geral. Nas fotos, cenas do cotidiano da vinda de alemães ainda dentro dos navios, e as primeiras casas construídas em Joinville e também na antiga localidade de Hansa Humboldt (atual Guaramirim). A caça, a pesca, os tropeiros, o relacionamento com os indígenas e muitos casarões são retratados. Um fato curioso, segundo Cacá, é que o próprio Fritz aparece em muitas imagens. Ao selecionar e legendar as imagens com auxílio dos familiares de Fritz, Cacá apontou datas aproximadas para os retratos.

Quem foi Fritz Hoffmann

Frederico (Fritz) Hoffmann foi um dos primeiros fotógrafos da história do norte catarinense. Destacou-se na tarefa de registrar o cotidiano da Colônia Dona Francisca e arredores, incluindo Barra Velha. Adepto do registro posado, Fritz capturou com suas lentes hoje rudimentares a travessia de carroções na estrada Dona Francisca, o desenvolvimento da cidade e reuniões populares, como festas de casamento. Hoffmann era natural de Chemnitz, na Saxônia, e nos primeiros meses na nova terra brasileira, residiu em São Francisco do Sul.

Ainda em São Francisco, Fritz fotografou uma imagem clássica do Mercado Público Municipal, foto hoje exposta no mesmo local. Entre 1904 e 1909, fixou moradia em Hansa Humboldt (atual Corupá), onde com sua máquina e muita sensibilidade, registrou os assentamentos de imigrantes alemães. Em seguida, instalou seu ateliê fotográfico em Joinville. A partir da chaminé da companhia Wetzel, fez as primeiras panorâmicas da cidade.

Na década de 40, o empresário Carl Hoepcke encomendou uma imagem do Porto de São Francisco do Sul, o que causou problemas entre Fritz e a polícia de Getulio Vargas. Ele entrou numa área proibida e foi descoberto, pois em virtude da guerra, era um espaço de segurança nacional. Parte do acervo do fotógrafo saxão, ainda desconhecida do grande público, está em poder de dona Senhorinha Amaral Falcão e seu filho, João Vitor Hoffmann, em Itajuba, Barra Velha, segundo informa Cacá Fagundes.

Cronograma da exposição de Fritz Hoffmann

180 anos da imigração alemã em Santa Catarina

08 a 10 de junho          Escola Municipal Manoel de Freitas
15 a 17 de junho          Escola Estadual David Pedro Espindola
18 a 22 de junho          Escola Municipal Antônia Gasino de Freitas
23 a 25 de junho          Escola Estadual Conselheiro Astrogildo Aguiar
30 de junho                  Câmara Municipal de Vereadores

Fontes: Juvan Neto – Jornalista – Assessoria de Comunicação Social
Cacá Fagundes – Historiador e Pesquisador
Secretaria de Educação de Barra Velha
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