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Primeiros 120 dias da administração de Prefeitura são avaliados

ImageAbelardo Luz - "Desde que assumimos temos trabalhado incansavelmente para arrumar a casa e ainda não conseguimos colocar tudo no seu devido lugar em razão da situação financeira que encontramos o município e da significativa queda na arrecadação".

Com essas palavras o prefeito de Abelardo Luz, Dilmar Antonio Fantinelli, traduziu um pouco das dificuldades que encontrou ao assumir o Executivo Municipal de uma das principais potências agrícolas do estado e que, nos últimos anos, quatro anos trocou cinco vezes de prefeito. "Nós sabíamos que íamos enfrentar grandes dificuldades no início, mas em nenhum momento pensamos em desistir e fomos em busca dos recursos que o município precisa", explica.

De acordo com Fantinelli, apesar das dificuldades, o município conseguiu importantes pleitos nesses primeiros 120 dias de administração. Entre as ações, o prefeito destaca a conclusão e inauguração da Unidade de Saúde do assentamento José Maria; início da construção de moradias no bairro São João Maria; continuidade das obras da creche municipal; aquisição de área do novo distrito industrial, que está em processo de desapropriação; confirmação da instalação de indústria de plásticos; melhorias no parque de máquinas; cascalhamento de 160 quilômetros de estrada e melhorias em mais 2 mil quilômetros de vias no interior; construção de silos para os agricultores; programa de silagem; capacitação das equipes do Programa Saúde da Família; início das obras de revitalização do Terminal Rodoviário; e apoio total ao Projeto de Estadualização da ABL 040.

Conquistas

O município também conquistou o Posto de Atendimento Bancário da Caixa Econômica Federal, que está em processo de implementação; extensão e cursos do IFET de Concórdia, com previsão de início no próximo semestre; aprovação de unidade do Corpo de Bombeiros; teve recursos garantidos para a revitalização da praça Olices Stefani; e encaminhou vários pedidos aos governos estadual e federal como o da instalação da agência da Previdência Social e da construção de uma Subestação de energia elétrica.

Outro ponto positivo, no início do mandato, foi a abertura do processo de negociação com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, com quem o governo municipal está discutindo a redução da jornada de trabalho de 44h para 40 horas semanais, licença maternidade de 4 para 6 meses, reajuste salarial e a reestruturação do plano de cargos e salários, entre outras reivindicações de interesse da categoria.

"Também iniciamos as reuniões do Orçamento Participativo, onde os moradores estão definindo as prioridades de investimentos em suas comunidades e lançamos o Bairro Solidário, projeto que vem incentivando a população a participar de ações comunitárias, ambientais e sociais para embelezamento e melhorias das comunidades onde moram", lembra.

Investimentos

Segundo Fantinelli, as atenções do governo nos próximos meses estarão voltadas especialmente aos investimentos na área da educação, saúde e da habitação. "Vamos ampliar as escolas da 25 de maio e José Maria, que sofrem com a superlotação. Também pretendemos iniciar a construção de mais moradias e iniciar os projetos dos postos de saúde da 25 de Maio e do bairro Alvorada, além de implantar um projeto ambiental de reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos e líquidos em nossa cidade", salienta.

O prefeito ressalta que vai continuar buscando recursos junto ao governo federal e estadual, além de primar sempre pelo serviço de qualidade, reafirmando o que disse em seus primeiros discursos. "Queremos fazer uma administração séria, transparente e com participação popular. E quem não mostrar trabalho em seis meses estará fora", frisa.

Crise e dívidas

Quando Dilmar e o vice-prefeito, Chico Verginaci, assumiram, as dívidas do município giravam em torno de R$ 6 milhões. O montante maior é referente a processos trabalhistas na justiça, indenizações e precários. Segundo ele, com todos esses compromissos financeiros muitos projetos e obras que estão sendo prejudicados.

"Montamos uma equipe para elaboração dos projetos de captação de recursos e estamos economizando de todos os lados. Junto com os secretários estamos pensando em medidas para realizar os trabalhos com pouco dinheiro sem perder a qualidade dos serviços e manter a situação financeira da prefeitura em dia", ressalta.

Conforme Fantinelli, além das dívidas, o municópio teve uma significativa queda na arrecadação que, com a crise financeira mundial, caiu cerca de R$ 300 mil por mês. "Até 2008 nossa arrecadação era de R$ 2 milhões por mês e hoje gira em torno de R$ 1, 6 milhões. Acreditamos que, a partir de agosto, a situação comece a melhorar. Assim poderemos ter mais tranqüilidade de administrar e fazer as obras que ainda não iniciamos por falta de receita", finaliza.

ai/UNO

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